Ouço o doce som do relógio , as horas não passam .
Era um inferno ,mas fazia parte !
Tão quente , tão frio .
Não sei deveríamos esquecer tudo .
Por que ? Devo confessar que marcou .
Já faz tempo que não sinto nada , sei lá .
Nós gostaríamos de festejar , eu sei .
Era tudo tão podre , porém viciante .
Lembro dos venenos que juntos injetamos , lembro do gosto amargo de seu beijo !
Devo esquecer ?
Engraçado , vivíamos nos bueros da cidade , juntos a ratos imundos .
Éramos tão podres , e eu adorava .
Sua podridão sempre foi atraente .
Éramos de mentira , só aparência .
Está bem , serei sua melhor amiga , ou pior .
Dá próxima vez , injetaremos o mesmo veneno , de uma só origem .
O mais forte , o mais amargo , mais temido .
Quero deixar vestígios , eu posso e vou deixar !
Lembra quando você se foi e deixou ? Pois bem .
quinta-feira, 23 de setembro de 2010
sexta-feira, 10 de setembro de 2010
Culpa
A água que cai sobre mim , se perde em meu corpo .
Gota por gota ,
as mesmas gotas que transbordaram de meus olhos ,
e hoje percorrem meu corpo, a procura de uma resposta .
Minhas curvas já não dizem nada ,
são inúteis .
Meu olhar sem rumo , tão profundo ,
Vejo tudo embaçado ,
resultado do calor das gotas que caem disparadamente sobre minha pele .
Olho para meus pés , será que estão pisando em um lugar seguro ?
Aquelas gotas terminam nele .
Fui tola ao imaginar que aquela água que caia sobre mim seria capaz de limpar minha culpa .
Vejo a culpa se espalhar pelo ralo imundo .
Ralo maldito.
Tão imundo quanto o pensamento daqueles ratos!
Gota por gota ,
as mesmas gotas que transbordaram de meus olhos ,
e hoje percorrem meu corpo, a procura de uma resposta .
Minhas curvas já não dizem nada ,
são inúteis .
Meu olhar sem rumo , tão profundo ,
Vejo tudo embaçado ,
resultado do calor das gotas que caem disparadamente sobre minha pele .
Olho para meus pés , será que estão pisando em um lugar seguro ?
Aquelas gotas terminam nele .
Fui tola ao imaginar que aquela água que caia sobre mim seria capaz de limpar minha culpa .
Vejo a culpa se espalhar pelo ralo imundo .
Ralo maldito.
Tão imundo quanto o pensamento daqueles ratos!
quinta-feira, 2 de setembro de 2010
Prazer

Vamos garoto , é hora de diversão !
Não estou falando de algo romântico ,
essa noite eu quero ação .
Chame seus amigos ,
diga que vamos ao bosque,
ofereça doces !
Preciso de todos aqui,
eles irão enlouquecer,
diga que transformo medos em prazer.
Vamos garoto , não tenha medo,
não há o que temer .
Anda criança , venha!
Prometo saciar você.
Aproxime-se
Não é nada sério , é só diversão.
Está sentindo essa adrenalina ?
Já posso sentir seu calor ,
o sangue que corre em suas veias,
seu suor , VOCÊ !
Está gostando ?
Apenas sinta e relaxe.
Seus batimentos estão aumentando .
O prazer está estampado em sua cara .
Sua mãos estão trêmulas .
Você está suando cada vez mais .
Estou tirando seu ar ?
Você está sedado, alucinado !
Está saciado ?
Eu disse que seria bom .
Eu sei , você voltará amanhã.
Mas lembre , é segredo !
Traga alguns amigos ,
pormeto saciar todos ,
diga que vamos ao bosque,
pois esse prazer é sigiloso !
Não estou falando de algo romântico ,
essa noite eu quero ação .
Chame seus amigos ,
diga que vamos ao bosque,
ofereça doces !
Preciso de todos aqui,
eles irão enlouquecer,
diga que transformo medos em prazer.
Vamos garoto , não tenha medo,
não há o que temer .
Anda criança , venha!
Prometo saciar você.
Aproxime-se
Não é nada sério , é só diversão.
Está sentindo essa adrenalina ?
Já posso sentir seu calor ,
o sangue que corre em suas veias,
seu suor , VOCÊ !
Está gostando ?
Apenas sinta e relaxe.
Seus batimentos estão aumentando .
O prazer está estampado em sua cara .
Sua mãos estão trêmulas .
Você está suando cada vez mais .
Estou tirando seu ar ?
Você está sedado, alucinado !
Está saciado ?
Eu disse que seria bom .
Eu sei , você voltará amanhã.
Mas lembre , é segredo !
Traga alguns amigos ,
pormeto saciar todos ,
diga que vamos ao bosque,
pois esse prazer é sigiloso !
segunda-feira, 16 de agosto de 2010
Sinto !
Já nem sei como estou !
Já nem sei quem sou !
Penso em tudo ,
não vejo nada .
Já nem sei quem sou !
Penso em tudo ,
não vejo nada .
Ao mesmo tempo que me sinto bem , estou mal .
que sinto amor , vem o ódio .
Enquanto houver uma gota daquele veneno ,
um vestígio daquele amor ,
estarei a pensar .
Enquanto houver uma gota daquele veneno ,
um vestígio daquele amor ,
estarei a pensar .
Sinto que algo está preso em mim .
Sinto que já não sou quem fui .
Sinto o que não posso ter .
Sinto o que não posso ter .
Sinto uma agonia .
Sinto tudo , menos você .
domingo, 15 de agosto de 2010
Desejo
Posso te falar do amor ,
da dor ,
do que sinto ao pensar em você.
Posso alimentar meu vício,
meu desejo ,
meu pecado ,
você.
Devo esquecer o nada ,
o medo ,
os erros .
Preciso sentir o calor ,
a angústia ,
o amor .
Penso em te contar tudo ,
em não dizer nada ,
gritar o mais alto ,
olhar para o lado e ver você.
Quero fazer uma escolha ,
a certa ,
a incerta ,
a perigosa ,
ser corajosa .
Preciso olhar nos teus olhos ,
sentir seus lábios ,
tocar você.
Tenho todo seu veneno ,
sua malícia ,
sua carícia .
Posso te oferecer tudo ,
não te dar nada ,
ser a garota ingrata .
Pretendo cravar minhas unhas ,
transmitir calor ,
sugar você .
Quero saciar ,
odiar,
amar,
te ter !
da dor ,
do que sinto ao pensar em você.
Posso alimentar meu vício,
meu desejo ,
meu pecado ,
você.
Devo esquecer o nada ,
o medo ,
os erros .
Preciso sentir o calor ,
a angústia ,
o amor .
Penso em te contar tudo ,
em não dizer nada ,
gritar o mais alto ,
olhar para o lado e ver você.
Quero fazer uma escolha ,
a certa ,
a incerta ,
a perigosa ,
ser corajosa .
Preciso olhar nos teus olhos ,
sentir seus lábios ,
tocar você.
Tenho todo seu veneno ,
sua malícia ,
sua carícia .
Posso te oferecer tudo ,
não te dar nada ,
ser a garota ingrata .
Pretendo cravar minhas unhas ,
transmitir calor ,
sugar você .
Quero saciar ,
odiar,
amar,
te ter !
sábado, 7 de agosto de 2010
Joanne

Garota de poucas palavras,
olhares silenciosos,
medo estampado na cara.
Doce menina,
começo da adolescência,
fim de violência.
Já não eram cinco,
Ele se foi ,levou dois , e desestruturou.
Só restava Joanne , sua mãe e a mágoa.
Bebida e cigarro estavam presentes.
Doce menina!
Já não eram duas ,
o doce veneno levou sua mãe.
Silêncio maldito!
Pequena Joanne.
Estava a crescer,
ganhava dinheiro e dava prazer .
Doce menina!
Puro rancor,
preenchia o buraco que o destino deixou.
Menina maldita,
era tão odiada .
Registrava aventuras e desestruturava .
Destruia daqui , destruia dali.
Pequena Joanne!
Revolta reprimida .
Reflexo daquela infância perdida.
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